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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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Contador de empresas suspeitas de fraude no INSS depõe na CPMI

A CPMI do INSS ouviu o contador Mauro Palombo Concílio, que abriu e geriu a contabilidade de empresas que receberam depósitos milionários de descontos indevidos de benefícios do INSS.

Acontece Rondônia
Por Acontece Rondônia
Contador de empresas suspeitas de fraude no INSS depõe na CPMI
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS realizou nesta quinta-feira (27) o depoimento de Mauro Palombo Concílio, contador de empresas suspeitas de terem se beneficiado de recursos milionários vindos de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

Depoimento e Estrutura Contábil

Mauro Palombo, que reside nos Estados Unidos, viajou ao Brasil como testemunha e relatou que foi contratado em dezembro de 2022 para abrir quatro empresas que receberiam mensalidades associativas de beneficiários. Ele assumiu a contabilidade em janeiro de 2023, período que coincide com um aumento acentuado nas cobranças não autorizadas, com o INSS cancelando 420.837 cobranças por não reconhecimento em 2023. O contador estimou ter recebido cerca de R$ 2 bilhões pelos serviços em um ano.

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Confrontado sobre lavagem de dinheiro, Mauro Palombo negou ter percebido indícios do crime ou a necessidade de comunicar o Coaf (Conselho de Atividades Financeiras). Ele afirmou que não desconfiou das movimentações financeiras.

No entanto, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), responsabilizou Palombo pela estruturação: “Esse dinheiro, R$ 794 milhões, passou pela estrutura contábil do senhor.”

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Ligação com Investigados

O contador admitiu ter entre seus clientes investigados pela CPMI e pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro:

Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS.

Thaisa Hoffmann Jonasson, esposa de Virgílio, suspeita de movimentar R$ 18 milhões do esquema.

Eric Douglas Martins Fidelis, advogado e filho do ex-diretor de Benefícios do INSS André Fidelis.

Igor Delecrode, ex-dirigente da Aasap (Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista), investigada por fraude em biometria.

João Carlos Camargo Júnior, o “alfaiate dos famosos”, por movimentações financeiras com investigados.

Palombo negou ter encontrado inconsistências contábeis nas contas dos clientes e afirmou só ter tomado conhecimento das identidades de supostos operadores do esquema, como Antonio Carlos Camilo Antunes (o “Careca do INSS”), após a operação da PF e o início da CPMI.

Crítica à Fiscalização

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), garantiu que o caso investigado é uma “organização criminosa muito bem organizada” e não um erro administrativo, que causou grande prejuízo a aposentados. Ele criticou a falha de órgãos de fiscalização como AGU, CGU, procuradorias e, especialmente, o Coaf, por não terem emitido alertas sobre a movimentação de bilhões de reais por empresas recém-fundadas.

A CPMI está na reta final da primeira fase, com as últimas duas sessões agendadas para 1º e 4 de dezembro, buscando que os trabalhos resultem em uma legislação mais segura.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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