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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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PF investe em softwares para quebrar criptografia de dispositivos App

A Polícia Federal (PF) passará a contar com ferramentas digitais destinadas a quebrar senhas e a criptografia aplicada em dados armazenados em dispositivos da Apple.

Acontece Rondônia
Por Acontece Rondônia
PF investe em softwares para quebrar criptografia de dispositivos App
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A Polícia Federal (PF) reforçará sua capacidade de investigação digital com a aquisição de novos softwares capazes de quebrar senhas e acessar dados criptografados em dispositivos da Apple. A compra, realizada pela Diretoria Técnico-Científica (Ditec), foi orçada em R$ 160,4 mil e inclui duas licenças para suítes de criptoanálise e duas licenças específicas para desbloqueio de aparelhos com macOS e chip T2, apreendidos durante operações contra suspeitos e criminosos.

Perícias prejudicadas pela falta de atualização

Um estudo técnico elaborado pela própria Ditec aponta que a PF vem enfrentando dificuldades para periciar ao menos 16 modelos da Apple equipados com o chip T2, devido à desatualização dos softwares usados pela corporação desde 2018.

Entre os dispositivos citados estão:

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  • iMac

  • iMac Pro

  • Mac

  • Mac Mini

  • MacBook Air

  • MacBook Pro

Esses modelos, fabricados entre 2018 e 2020, contam com o chip T2, um co-processador de segurança que adiciona camadas extras de proteção, como:

  • Armazenamento criptografado

  • Touch ID

  • Inicialização protegida por senha

  • Verificação segura do sistema operacional

Segundo o documento, as unidades de Criminalística da PF identificaram obstáculos frequentes durante análises forenses devido à combinação entre o hardware avançado da Apple e a implementação reforçada de criptografia, o que acabava travando investigações.

Licenças antigas ficaram obsoletas

Até então, a PF operava com softwares adquiridos em 2018, utilizados no Laboratório de Criptoanálise da Ditec e no Laboratório de Criminalística da Superintendência da PF no Paraná. As licenças, no entanto, expiraram em 2024, deixando a corporação sem suporte adequado para lidar com os equipamentos mais modernos.

Atualização traz eficiência às investigações

Com a compra das novas ferramentas, a PF volta a ter condições de:

  • Realizar perícias completas em dispositivos Apple

  • Superar barreiras impostas pelo chip T2

  • Acelerar análises técnicas

  • Obter acesso a evidências digitais essenciais para processos criminais

A atualização representa um avanço significativo para a corporação, que vinha enfrentando gargalos tecnológicos justamente em um momento de crescente uso de ferramentas digitais pelos criminosos.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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