A Rússia declarou estar “profundamente preocupada” e condenou o que classificou como um “ato de agressão armada” contra a Venezuela por parte dos Estados Unidos, informou neste sábado (3) o Ministério das Relações Exteriores russo.
Em comunicado, a chancelaria afirmou que, diante do cenário atual, é fundamental evitar uma nova escalada do conflito e concentrar esforços na busca de uma solução por meio do diálogo.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças americanas realizaram uma operação na Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, que teria sido retirado do país. Segundo Trump, a ação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança dos EUA, mas ele não revelou para onde Maduro e sua esposa foram levados.
A vice-presidente venezuelana declarou não saber o paradeiro de Maduro e solicitou a apresentação de uma prova de vida.
Em meados de dezembro, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia já havia alertado que o aumento das tensões em torno da Venezuela poderia gerar “consequências imprevisíveis para todo o Ocidente”, segundo a agência estatal russa TASS. A declaração ocorreu uma semana após o Kremlin confirmar que o presidente russo, Vladimir Putin, conversou por telefone com Nicolás Maduro para reafirmar o apoio de Moscou diante do agravamento das tensões com Washington.
Trump também informou que mais detalhes sobre a operação serão divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília).

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