Um avião de pequeno porte caiu na noite desta terça-feira (23), na região da Fazenda Barra Mansa, próximo à cidade de Aquidauana, no Mato Grosso do Sul. A aeronave, modelo Cessna, transportava quatro pessoas e explodiu após a queda. Não houve sobreviventes.
As vítimas foram identificadas como:
- Marcelo Pereira de Barros, piloto e proprietário da aeronave;
- Kongjian Yu, arquiteto paisagista e urbanista de origem chinesa, referência mundial no conceito de “cidades-esponja”;
- Luiz Fernando Ferraz, cineasta e documentarista brasileiro;
- Rubens Crispim Jr., documentarista e fotógrafo.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas enfrentam dificuldades para chegar ao local do acidente, que fica em área de difícil acesso. Os corpos ficaram carbonizados após a explosão.
Kongjian Yu era considerado um dos maiores arquitetos paisagistas do mundo. Ele ficou conhecido pelo conceito das “cidades-esponja”, que propõem soluções urbanas baseadas na natureza para absorção e gestão da água da chuva. Autor de mais de 20 livros e 300 artigos científicos, o arquiteto conquistou prêmios internacionais de prestígio, como o IFLA Sir Geoffrey Jellicoe Award, o Cooper Hewitt National Design Award e o RAIC International Prize.
O cineasta brasileiro Luiz Fernando Ferraz trabalhava em parceria com Yu em um documentário sobre cidades-esponja. Com trajetória consolidada desde 2007 na Olé Produções, ele foi responsável por obras de grande repercussão, como a série Dossiê Chapecó: O Jogo por Trás da Tragédia, indicada ao Emmy Internacional, além do documentário Paisagem Concreta, sobre o arquiteto Álvaro Siza. Também dirigiu produções internacionais, como To Win or To Win, para o grupo árabe MBC/Shahid.
O documentarista Rubens Crispim Jr., natural de São Paulo, era formado em artes plásticas pela USP, com especialização em fotografia. Atuava no audiovisual há mais de dez anos, participou do Festival de Cannes em 2009, com o curta O Que Escolhemos, e venceu o reality Projeto 48, do canal TNT, em 2006.
InvestigaçõesAs causas da queda ainda são desconhecidas. A investigação será conduzida inicialmente pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco).

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